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O debate, mais uma vez, sobre segurança pública, para o plenário da Assembleia Legislativa. Ontem, deputados da oposição disparam críticas às políticas implantadas pelo Governo Cid Gomes (Pros) na área e cobraram ações mais enérgicas do governador para diminuir os índices de violência. Eles também reclamaram mais diálogo, sobre o tema, entre o chefe do Executivo e deputados.Primeiro orador do dia, Fernando Hugo (PSDB) sugeriu que Cid Gomes entregue todas as obras que o Governo está executando para as respectivas secretarias e que se reúna com a alta cúpula das polícias Civil e Militar, do Ministério Público e do Tribunal de Justiça, na busca por soluções para diminuir a violência no Estado. O tucano também sugeriu que o governador fosse às ruas de todo o Ceará para conversar com os policiais, inspetores, escrivães, dentre outros profissionais da segurança, para saber da realidade em que estão trabalhando.“Ninguém está questionando falta de atenção ou investimento. Estamos aqui chorando o desrespeito à vida que se estampa sangrentamente nas TVs, nos jornais e nos gritos de mães que perderam seus filhos”, afirmou o parlamentar, avaliando que “Fortaleza e o Ceará estão completamente fora do controle”. Ele sugeriu ainda que Cid convide os deputados para conversar sobre as políticas de segurança pública do Estado, assim como fez seu irmão, o ex-governador Ciro Gomes (PSB), na década de 1990, quando o Ceará passou por uma crise na área da segurança pública.Ele fez questão de ressaltar ainda que a Assembleia tem feito sua parte ao criticar e propor sugestões ao Governo, para tentar diminuir a violência. “Será que não está havendo uma greve branca? Será que ela não pode ser corrigida com diálogo de coronéis que comandam os batalhões? Será que não é tempo de raspar o tacho do cofre e aumentar os salários dos policiais militares e civis. Eu não sei. Só sei que do jeito que está não dá para continuar”, afirmou.Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) avaliou que o Ceará vive a maior crise da história na área da segurança pública. “Nunca se viu uma administração tão ruim nesse quesito como a que estamos vendo (…). O Governo está perdido em termos de segurança pública”, disparou.Osmar Baquit (PSD), por sua vez, lamentou a morte do Padre Elvis e defendeu a execução de políticas públicas integradas nas áreas de educação, saúde, esporte e, principalmente, de combate às drogas, como uma saída.A deputada Eliane Novais (PSB) também lamentou a morte do sacerdote, comentando que o assassinato obriga a Assembleia a “voltar os olhos para o assunto da segurança pública, para o debate e a reflexão sobre o modelo vigente”. Em aparte ao discurso de Eliane, o deputado João Jaime (PSDB) lamentou a morte do sacerdote e também cobrou ações urgentes de Cid Gomes em prol da segurança pública estadual. “O governador precisa tomar atitudes drásticas para mudar tudo isso. Não é só a vinda de secretário, não”.O deputado Heitor Férrer (PDT) afirmou, mais uma vez, que o programa de segurança pública de Cid Gomes faliu e que o governador está inerte em relação ao problema. Férrer criticou em especial o programa Ronda do Quarteirão. Para ele, a política deu apenas a “sensação de segurança” no início.O deputado criticou a criação da Assessoria Especial de Políticas Públicas sobre Drogas. “Veio a enganação quando concretizou a procuradora Socorro França à frente de tudo. Criaram a expectativa, jogando para sociedade falsa expectativa de solução e, simplesmente, a coisa continua do mesmo jeito”, disse.O deputado Antônio Carlos (PT), por sua vez, avaliou que a população vive uma das piores sensações de insegurança. “É aquela velha história de o filho sair de casa, e os pais não dormirem em paz”, disse. Ele cobrou abertura do governador para permitir “aos deputados não só discutir e trazer os reclames, o que a gente tem feito todos os dias, mas que a gente construa aqui o que pode ser acolhido”.

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