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O Ceará é exemplo para o resto do Brasil na punição a corruptos. Números do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, divulgados na edição de ontem do jornal Estado de S.Paulo, revelam que estão em território cearense mais de metade dos presos por peculato do Brasil – o crime corresponde a desvio de patrimônio estatal por agente público no exercício da função. Do total de 1,3 mil detidos por esse delito no País, 813 estão no Ceará.Considerados todos os presos por crimes relacionados a corrupção, o número chega a 820 no Ceará, no universo de 2.703 no Brasil inteiro. Enquanto o Estado reúne 3,4% dos detentos no País, possui 30% do número de corruptos e corruptores encarcerados. Em São Paulo, por exemplo, há 778 presos por corrupção, embora, no geral, haja 11 vezes mais presidiários que em celas cearenses. A realidade é resultado do trabalho desenvolvido, principalmente a partir de 2011, pela Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), do Ministério Público Estadual, em ações conjuntas com Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). As ações têm se tornado cada vez mais frequentes e, em praticamente todos os casos, dizem respeito a fraudes e manipulações de licitações. As irregularidades incluem direcionamento da concorrência, conluio entre empresas, uso de organizações de fachada, desvio de dinheiro público puro e simples. E, muitas vezes, o serviço contratado deixa de ser prestado.Nos últimos anos, prefeitos de municípios como Nova Russas, Pacajus e Senador Pompeu foram presos. Houve ainda o caso da prefeita Regina Nara, de Trairi, eleita no ano passado, mas detida antes mesmo da posse. Sem falar de ex-prefeitos de municípios como Jijoca de Jericoacoara, Pereiro e Tianguá, também recentemente detidos. Em todos esses casos, além dos chefes do Poder Executivo nos municípios, vários secretários e auxiliares também foram apanhados nas operações.

Banheiros

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Outro responsável pelo desempenho do Estado foi o escândalo dos banheiros. Após O POVO publicar, em julho de 2011, que o dinheiro para construção de banheiros populares havia sido liberado pelo Estado para associações, algumas delas vinculadas a políticos, sem que as obras tivessem sido realizadas, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou que a irregularidade se repetia em dezenas de municípios.

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