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Geralmente quando a violência atravessa as fronteiras das favelas e dos bairros periféricos para avançar sobre as áreas mais prósperas de uma cidade, suas autoridades buscam agir rapidamente para fazer recuar os marginais e assim delimitar uma linha de contenção. Quando essas medidas falham, todos acabam reféns do medo imposto pelos criminosos e as autoridades passam então a cuidar pelo menos da própria segurança, valendo-se das prerrogativas dos cargos que ocupam.A ilusão de segurança experimentada por essas autoridade é temporária, pois inevitavelmente a situação degenera sempre mais, já que a ousadia dos criminosos aumenta à medida que o poder público não consegue reagir. É quando juízes, promotores, deputados, prefeitos, seja quem for, percebem que estão no mesmo barco das pessoas comuns.Esse roteiro da escalada da violência é precisamente o que vivenciamos agora em Fortaleza.

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Na sexta-feira (19), um homem foi executado à bala em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua! Outros dois ficaram feridos. Não é preciso entrar detalhes para perceber que o atentado, feito diante de um prédio público guardado por policiais e que representa a Justiça, tem um valor simbólico gravíssimo: os poderes do Estado já estão acuados em suas próprias instalações. I

sso equivale a dizer que a sociedade está encurralada pelo crime.Não quero parecer dramático ou alarmista, pois isso nem sequer é necessário. Qualquer pessoa que viva em Fortaleza sabe do que estou falando.

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O governo do Estado começa a reconhecer, timidamente, que a situação é alarmante. Acontece que isso, o cidadão já descobriu faz tempo. É preciso disposição política para uma ação radical, a começar por mudanças concretas e oficiais no comando dos órgãos de segurança. O que mais falta acontecer para que isso seja feito?!É preciso pedir ajuda a quem já enfrentou problema semelhante. Tudo isso o quanto antes! Os bandidos, não respeitam – e muito menos temem! – o Estado e seus titulares. O crime perdeu todo e qualquer limite.

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