Cerca de 28% dos jovens frequentadores do 9° ano do ensino fundamental de Fortaleza já tiveram alguma relação sexual, segundo o estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS 2013), divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior crescimento ocorreu entre as garotas, com a taxa de 16,% em 2010 passando para 19,8% em 2012. Esse total supera a média nacional que foi de 18,3%.Acesso à informação, hormônios e estímulos diversos são alguns aspectos sociais que podem ter influenciado esse leve aumento, de acordo com a psicóloga Livia Menezes. “A princípio pode associar muito a questão da mídia que hoje reforça os estímulos sexuais e visuais, já que a capacidade cognitiva de uma criança é formada ao longo dos anos. Também pela própria cultura, influência de grupos que determinam o momento”.>

Além disso, ela aponta ainda a alimentação como possível fator de transformação no sistema fisiológico ao longo do tempo. “As meninas menstruam mais cedo, antes era na faixa de 12 ou 13 anos. Hoje, com nove anos já é comum. Isso por causa da alimentação que altera os hormônios”.Embora o número de meninas tenha crescido, a diferença em relação ao de garotos que fizeram sexo no 9° ano ainda é grande. Os meninos continuam tendo taxas superiores. Entre os entrevistados na pesquisa amostral, 37% dos garotos do 9° ano disseram já ter feito sexo enquanto o total de meninas é de 19,8% . “Esse número mostra que por mais que exista acesso igual à informação e ao modo como as pessoas são criadas, as meninas ainda tem uma certa educação mais machista, mais conversadora e reservada” complementa.

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Com o objetivo de possibilitar um conhecimento mais amplo da realidade social do país através de indicadores atualizados, a SIS 2013 tem informações sobre seis temas: “Aspectos demográficos”; “Famílias e domicílios”; “Educação”; “Trabalho”; “Padrão de vida e distribuição de renda”; e “Saúde”.Mostra que de 2002 a 2012, por exemplo, a proporção de jovens na faixa etária de 25 a 34 anos que moravam com os pais passou de aproximadamente 20% para 24% no Brasil. E que, em 2012, 29,7% dos domicílios urbanos ainda não tinham acesso simultâneo aos serviços básicos de saneamento e iluminação (abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e iluminação elétrica).Em relação à educação, o estudo indica que, em dez anos, a taxa de escolarização (percentual de pessoas de determinada faixa etária que frequentavam creche ou escola) das crianças de 0 a 3 anos de idade quase dobrou, passando de 11,7% em 2002 para 21,2% em 2012. Entre 4 e 5 anos de idade, a taxa subiu de 56,7% para 78,2%, embora na área rural, uma em cada três crianças nessa faixa etária não frequentasse escola. A proporção de jovens entre 18 e 24 anos que estavam na universidade passou de 9,8% para 15,1% no mesmo período.

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