Terra do sol, do amor, terra da luz! Soa o clarim que a tua glória conta! Terra, o teu nome a fama aos céus remonta Em clarão que seduz! Nome que brilha – esplêndido luzeiro Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!Mudem-se em flor as pedras dos caminhos! Chuvas de pratas rolem das estrelas… E despertando, deslumbrada ao vê-las, Ressoe a voz dos ninhos… Há de florar nas rosas e nos cravos Rubros o sangue ardente dos escravos.Seja o teu verbo a voz do coração, Verbo de paz e amor do Sul ao Norte! Ruja teu peito em luta contra a morte, Acordando a amplidão. Peito que deu alívio a quem sofria E foi o sol iluminando o dia!Tua jangada afoita enfune o pano! Vento feliz conduza a vela ousada Que importa que teu barco seja um nada, Na vastidão do oceano Se à proa vão heróis e marinheiros E vão no peito corações guerreiros?Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas! Porque esse chão que embebe a água dos rios Há de florar em messes, nos estios E bosques, pelas águas! Selvas e rios, serras e florestas Brotem do solo em rumorosas festas!Abra-se ao vento o teu pendão natal Sobre as revoltas águas dos teus mares! E desfraldando diga aos céus e aos mares A vitória imortal! Que foi de sangue, em guerras leais e francas E foi na paz, da cor das hóstias brancas!