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A questão da segurança pública deve estar dando uma dor de cabeça danada ao pessoal encarregado na área governamental.
Nesse fim de semana, Fortaleza registrou 20 mortes violentas.

Como chegar a deter essa onda de homicídios?

Uma entrevista do mentor de política nessa área no vizinho estado de Pernambuco, ao jornal O Povo, aponta alternativas que estão surtindo efeito naquele estado.

José Luiz Ratton encontrou Pernambuco imerso no medo em 2007. Aplicou um projeto de revitalização do setor, o “Pacto pela vida” e conseguiu reduzir em 39 por cento as mortes violentas nos últimos sete anos. Um ponto fundamental para se atingir essa meta, citado por ele, “é que as polícias devem ser os agentes públicos de pacificação social”. Elas devem atuar tanto na coerção quanto na prevenção.

Ele considera que a área de segurança é a que menos avançou depois da Constituição, o que é verdade. Falta modernização da Polícia. Mas ele faz ressalvas: melhorar a estrutura por si só, como fez o Estado do Ceará, não garante redução da violência. Os gastos devem levar em conta inteligência policial, produção de informação de qualidade e capacidade de gestão. A Polícia deve atuar desde a mediação de conflitos nas comunidades ao oferecimento de opotunidades para os setores mais vulneráveis. Essa tese vem de encontro ao conceito de polícia-cidadã, que tanto se bate para alcançar esse objetivo.

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