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A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República divulgou um estudo em que define a renda per capita das classes baixa, média e alta do Brasil. A pesquisa “Vozes da Classe Média” aponta que os limites de renda para o que é considerada uma pessoa de classe média no Brasil, por exemplo, é entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais.Além disso, a classe baixa é compreendida com valores até R$ 291 e a classe alta em valores acima de R$ 1.010 por mês. As classes são divididas da seguinte maneira: Classe baixa em “Extremamente pobre” (até R$ 81), “Pobre, mas não extremamente pobre” (até R$ 162) e “Vulnerável” (até R$ 291); Classe média em “Baixa classe média” (até R$ 441), “Média classe média” (até R$ 641) e “Alta classe média” (até R$ 1.019); Classe alta em “Baixa classe alta” (até R$ 2.480) e “Alta classe alta” (acima de R$ 2.480).Por bairros de FortalezaDe acordo com estudo do Ipece de 2012 que pontua os locais de Fortaleza segundo a renda média, os bairros que se encaixam na Classe alta da pesquisa são, ao todo, 29.

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O Meireles é o que possui maior renda média, com R$3.659,54.Já os bairros de Classe baixa se encaixam somente no setor “Vulnerável”. São eles: Parque Presidente Vargas (R$ 287,92) e Conjunto Palmeira (R$ 239,25). Nenhum bairro se encontra abaixo desse setor.AnáliseDe acordo com o economista Alex Araújo, a pesquisa nacional foi realizada com corte da renda baixo para identificar melhor o público da classe baixa, com objetivo de melhorar asavaliações. “Para encontrar a diferença entre as classes é necessário levar em conta os critérios sociais, como a atualidade de domicílio, acesso a itens de consumo durável (…) Essa estratificação fica pobre, ela vê grupos homogêneos e eles são bem heterogêneos”, disse.Sobre o recorte inserido no contexto de Fortaleza, o economista considera que em determinados bairros há extrema pobreza. “As pessoas estão bem misturadas nos bairros e tem uma concentração. Geralmente, as pessoas mais pobres estão em ocupação irregular ou áreas de risco”, afirmou.Ele ainda ressaltou que a população de Fortaleza está em processo de evolução econômica. “Na última década, muita gente saiu da vulnerabilidade e se inseriu no mercado de consumo. O processo ainda não foi concluído, porque isso leva toda uma geração.
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Fortaleza foi uma das maiores beneficiadas, porque está no Nordeste, que é mais pobre, e tem uma concentração populacional grande e gera muita oportunidade em serviços que é típico de aglomeração”, explicou.